27/01/2012
Alimentos fritos em azeite não elevam risco cardíaco

Os investigadores não encontraram uma ligação entre os alimentos fritos com estes dois tipos de óleo ricos em gordura não-saturada e problemas cardíacos ou mortes prematuras. No entanto, estas conclusões não se aplicam a outros óleos de cozinha, como os óleos de origem animal.
Participaram no estudo cerca de 41 mil adultos, residentes em cinco regiões diferentes de Espanha, com hábitos alimentares variados. Ao longo de 11 anos foram tidos em conta os detalhes da alimentação de cada um, incluindo a forma como preparavam e cozinhavam os alimentos.
No início da pesquisa, nenhum dos participantes demonstrava sinais de doença cardíaca, mas ao fim do período de estudo, tinham ocorrido 606 incidentes relacionados com o coração e 1.134 mortes. Segundo os especialistas, o problema não está na ingestão de fritos mas sim no óleo utilizado.
No editorial que acompanha o estudo , Michael Leitzmann, da Universidade de Regensburg, na Alemanha, afirma que "o mito de que comida frita é prejudicial para o coração não se confirma".
Contudo, o especialista alerta que isso não quer dizer que refeições frequentemente compostas por fritos não tenham consequências para a saúde. O estudo sugere que são os aspetos específicos dos fritos que fazem diferença, "o tipo de óleo usado, o tipo de alimento cozinhado entre outros aspetos da dieta", avaliou.
Também a Fundação Britânica para o Coração recomenda aos indivíduos que troquem os óleos ricos em gordura saturada, como manteiga e óleos de origem animal, por outros ricos em gordura não saturada.
Em declarações à BBC, a nutricionista Victoria Taylor lembra que "independentemente do método de cozinha utilizado, o consumo de alimentos de alto valor calórico implica um alto consumo de calorias durante a refeição, que pode levar a um aumento de peso e obesidade, fatores de risco para as doenças cardíacas".
"Uma dieta equilibrada, com abundância de frutas e legumes e apenas uma pequena quantidade de alimentos ricos em gordura é melhor para a saúde do coração", afirmou.
Fonte:
SIC Notícias